Que tal eh esse de fuso horario, que torna fuso o que eh direto, que torna estreito onde havia curva? Que negocio eh esse de fuso horario que, ao inves de encontrar pessoas, deixa-as mais confusas? Sera esse o tal do fuso? Confuso? Linear? Ou sintetico? Que hora eh esse do fuso horario, quando ja perdi a minha e nao encontrei a sua?
Entao, me diz? Eh que estou meio confusa, confuso - com o fuso, quis dizer.
31 de out. de 2011
16 de set. de 2011
falando por falar
Estou confundindo linguas. Ultimamente. Estou olhando da janela, e as vezes nem sou notada. Estive pensando em colher plantas, mas com um outro signifcado. Sera que olhos azuis veem melhor? Sim, porque azul eh a minha cor favorita, entao algo de especial deve oferecer. Que saudade das ruas limpas... Mas isso agora, neste exato momento eh irrelevante. So vim falar sobre uma pessoa, uma pessoa com a, que quero dizer que viria sob o pseudonimo "feminino", se assim o fosse. Digo o pseudonimo. Mas entao. Deixa esse assunto para um outro post, porque eu tenho tanto a falar... que eh melhor eu nem comecar.
4 de jul. de 2011
P
como flor murcha em um canteiro de mundo. Aonde quer que ela va. E escrevo isso quando nem posso, pois devo escrever outra coisa, muito dificil por sinal. Mas, quem sabe, bonita.
Fazendo-se forte. Quando a gente acha que eh fraca e finalmente cre em si - cre que eh fraca - nos damos conta de que somos fortes. Leva, geralmente, dez minutos para se dar conta. Nao dura muito, nao dura sempre. Eh um sentimento que vai e volta. Estou falando de um sentimento que uma pessoa proxima da gente desperta aqui dentro. Acho feio isso, o sentimento. Eh porque ele eh negativo, mas nao foi eu quem criou. Apenas sinto.
Sobre a flor, que eh fragil e se faz mais fragil quando ele a faz mais fragil, nao eh cuidada ou regada, vai ver sua cor ate eh roxa, porque roxo eh uma cor para la de feia, para ca de brega. Vai ver ficou assim - a flor, roxa. Quem foi que fez, foi o mundo? Acho que foi quem pos no mundo...
Fazendo-se forte. Quando a gente acha que eh fraca e finalmente cre em si - cre que eh fraca - nos damos conta de que somos fortes. Leva, geralmente, dez minutos para se dar conta. Nao dura muito, nao dura sempre. Eh um sentimento que vai e volta. Estou falando de um sentimento que uma pessoa proxima da gente desperta aqui dentro. Acho feio isso, o sentimento. Eh porque ele eh negativo, mas nao foi eu quem criou. Apenas sinto.
Sobre a flor, que eh fragil e se faz mais fragil quando ele a faz mais fragil, nao eh cuidada ou regada, vai ver sua cor ate eh roxa, porque roxo eh uma cor para la de feia, para ca de brega. Vai ver ficou assim - a flor, roxa. Quem foi que fez, foi o mundo? Acho que foi quem pos no mundo...
17 de jun. de 2011
o bom do mau humor
Quem sabe eu nao sou apenas uma pessoa mal humorada, de bico na cara, pe batendo no chao e dando de ombros por ai? Nunca vi pessoa interessante que se contentasse com tudo, gostasse de tudo, sorrisse para tudo e para todos - o nome disso para mim eh idiotice (ou idiotisse - foda-se esse idioma ridiculo!). E todos os que conheci, aka meus poetas favoritos, aqueciam suas vidas, e hoje aquecem a minha, com suas criticas sensatas, ironias finas, uma pitada de sarcasmo e um piscar de olhos. Porque tem que ter charme. Como minha mae sempre falou: alem de ser bonita, precisa ser charmosa. E para minha mae eu era e sempre sou. Ate quando eu ficar velha-gorda-deus-me-livre. Mas eu vim aqui falar de mau humor, ne?
14 de jun. de 2011
facil eh chato
Acho que tudo seria mais facil. Tudo seria mais facil se seguissemos ordens num papel, placas de transito, mapas coloridos e cadernos de receita. Seria tudo tao mais facil se respeitassemos datas, seguissemos horarios, impusessemos limites aos outros e, principalmente, a nos mesmos. Se mandassemos nos pensamentos que fogem para dar voltas por ai. Se descessemos escadas degrau por degrau. Se fechassemos a janela assim que a chuva se aproximasse num horizonte azul-sombrio. Se a televisao so ligasse na hora certa e no canal certo. Se nossas maos digitassem de forma correta. Se os olhos vissem o que precisam ver.
Vai ver seria mesmo facil. Mas seria tambem TAO chato.
Vai ver seria mesmo facil. Mas seria tambem TAO chato.
6 de jun. de 2011
o dia que ela pensou que era dela
Em um dia dela, haveria frio de outono, quem sabe inverno com muito abraco, luvas nas maos que se dao, ou um sol de primeiro mundo. Viria vento encontrando de frente, empurrando pra tras, levantando franja pra cima e abrindo boca para os lados - eh sorriso.
Haveria flores pelos caminhos, nao porque ela presta muita atencao nas flores, mas na estrada, no local de destino, na jornada. E, dentro de si pergunta sem parar: "esta chegando, esta chegando?". Mas ha mais caminhar. As vezes devagar, outras vezes em passos agitados - eh culpa do horario, a gente nao manda no tempo que nao quis parar - corridinhas leves, corridas bruscas como em apostas, ou aquele jeito de caminhar que ela usava na infancia mas descobriu outro dia ai com ele. Ah, e que alegria saber que alguem, alguem tao especial, compartilhava com ela esse segredo-vergonha que a gente chama de crianca que mora dentro da gente.
E caberia tambem um presente. Pode ser muito, muitos pequenininhos, que assim alegra mais. Pode ser um grande tambem, um grande mas simples. Uma escrita em letra bonita, um papel que trouxe o seu cheiro, um cartao que veio com vento de um lugar que eh so meu e seu.
Quem sabe a tarde nao se prolonga, porque eh so dela, toda pra ela. E ela se perca em meio as oportunidades - o que fazer? O que fazer de mais especial para tornar especial? E ela ate pensaria que a tarde se prolonga porque eh longa, e que seu dia eh pra sempre.
Mas, porque nao eh, desejou eleger como o dia especial. Como o dia em que nasceu. O dia em que escolheu, com Deus, quando ela ainda nem tinha consciencia, para nascer. O dia, que por ser tao mistico e magico e frio e bonito e junino, eh sim um dos melhores dias do ano. E assim sempre seria, sendo aniversario ou nao. O dia bom ja existia, foi ela que foi escolhida, de dentro daquela caixinha de presente em que residia, para nele nascer.
E um dia como esse, um dia que chamou de "dela", e ate nome ela procurou mas enjoou de pensar no segundo segundo, ficou mais especial com o sorriso, e os beijos, e o chamego, e a mensagem, e o cartao, e a surpresa, e a presenca e tudo mais de uma pessoa especial. E essa pessoa, olha so, nem era ela. Era ele.
Obrigada, Deus, pelo dia especial, pela pessoa especial, pela especialidade.
Haveria flores pelos caminhos, nao porque ela presta muita atencao nas flores, mas na estrada, no local de destino, na jornada. E, dentro de si pergunta sem parar: "esta chegando, esta chegando?". Mas ha mais caminhar. As vezes devagar, outras vezes em passos agitados - eh culpa do horario, a gente nao manda no tempo que nao quis parar - corridinhas leves, corridas bruscas como em apostas, ou aquele jeito de caminhar que ela usava na infancia mas descobriu outro dia ai com ele. Ah, e que alegria saber que alguem, alguem tao especial, compartilhava com ela esse segredo-vergonha que a gente chama de crianca que mora dentro da gente.
E caberia tambem um presente. Pode ser muito, muitos pequenininhos, que assim alegra mais. Pode ser um grande tambem, um grande mas simples. Uma escrita em letra bonita, um papel que trouxe o seu cheiro, um cartao que veio com vento de um lugar que eh so meu e seu.
Quem sabe a tarde nao se prolonga, porque eh so dela, toda pra ela. E ela se perca em meio as oportunidades - o que fazer? O que fazer de mais especial para tornar especial? E ela ate pensaria que a tarde se prolonga porque eh longa, e que seu dia eh pra sempre.
Mas, porque nao eh, desejou eleger como o dia especial. Como o dia em que nasceu. O dia em que escolheu, com Deus, quando ela ainda nem tinha consciencia, para nascer. O dia, que por ser tao mistico e magico e frio e bonito e junino, eh sim um dos melhores dias do ano. E assim sempre seria, sendo aniversario ou nao. O dia bom ja existia, foi ela que foi escolhida, de dentro daquela caixinha de presente em que residia, para nele nascer.
E um dia como esse, um dia que chamou de "dela", e ate nome ela procurou mas enjoou de pensar no segundo segundo, ficou mais especial com o sorriso, e os beijos, e o chamego, e a mensagem, e o cartao, e a surpresa, e a presenca e tudo mais de uma pessoa especial. E essa pessoa, olha so, nem era ela. Era ele.
Obrigada, Deus, pelo dia especial, pela pessoa especial, pela especialidade.
19 de mai. de 2011
a vida sem glamour
A vida no Brasil nao tem glamour.
As ruas sao quebradas e sujas. As calcadas, tambem quebradas. E remendadas, irregulares e imundas. Nao ha vento frio forte em sua direcao. O sol eh tao forte que muda a sua cor, faz mal a sua saude, e deixa um cheiro desagradavel nas pessoas. Barulho sem parar, e um transito caotico. Nao apenas porque tem mais carro do que pessoas (afinal, sistema publico de transporte eficiente aqui ou eh lenda ou eh luxo), mas porque esses carros correm, furam sinais e jamais param na faixa de pedestre. Aqui, pedestre nao tem vez. Bonito eh o "poderoso" com o seu carro a um preco altissimo porque de juros ele paga mais do que a metade do valor do carro. E o motorista, que se acha o tal, eh na verdade um pateta explorado pelo governo. E as pessoas, quao bonita as pessoas. E as roupas, super boring roupas: todo mundo usa camiseta e calca jeans. E eh um tal de comprar roupa cara e brega que ninguem jamais viu em lugar nenhum do mundo a nao ser aqui. O fim de semana nao inclui museus, parques, exposicoes, shows, visitas, festivais. Isso aqui quase nao existe.
E voce, o que me fala? Vai falar que no Brasil ha algum glamour? Pois eu te falo: nenhum.
As ruas sao quebradas e sujas. As calcadas, tambem quebradas. E remendadas, irregulares e imundas. Nao ha vento frio forte em sua direcao. O sol eh tao forte que muda a sua cor, faz mal a sua saude, e deixa um cheiro desagradavel nas pessoas. Barulho sem parar, e um transito caotico. Nao apenas porque tem mais carro do que pessoas (afinal, sistema publico de transporte eficiente aqui ou eh lenda ou eh luxo), mas porque esses carros correm, furam sinais e jamais param na faixa de pedestre. Aqui, pedestre nao tem vez. Bonito eh o "poderoso" com o seu carro a um preco altissimo porque de juros ele paga mais do que a metade do valor do carro. E o motorista, que se acha o tal, eh na verdade um pateta explorado pelo governo. E as pessoas, quao bonita as pessoas. E as roupas, super boring roupas: todo mundo usa camiseta e calca jeans. E eh um tal de comprar roupa cara e brega que ninguem jamais viu em lugar nenhum do mundo a nao ser aqui. O fim de semana nao inclui museus, parques, exposicoes, shows, visitas, festivais. Isso aqui quase nao existe.
E voce, o que me fala? Vai falar que no Brasil ha algum glamour? Pois eu te falo: nenhum.
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