It's me, in the corner, and a river runs through me.
You wouldn't say it - you wouldn't notice it. Neither remember it. But there it is. It's so small sometimes I forget it.
Small doesn't mean unimportant.
It doesn't matter if it's morning, afternoon, evening or late at night. It can be any time, like a glimse to remind myself: a river runs through my heart. And it has got a name. I call it once in a while. It lives within the best part of me. Can you hear me? I'm saying your name.
And as I wake up to a new day, life takes its course - and a river - oh, river, I love the green shades of your water - runs through it. In every detail I am reminded of its power, yet it's so soft. Look at my tender heart and you'll see it.
So you, river, have taken your course, and I've taken mine, because not choosing is also a choice, and thus the seconds of the hours are counted. Once I counted to ten, and I can tell you: I've lost time.
Eventually, all things merge into one, and a River runs through me.
14 de mai. de 2016
13 de mai. de 2016
Hello, I must be going
Hello, I must be going, porque está tudo perdoado. Tudo perdoado novamente.
Era uma vez um homem grande, que era também um grande homem, mas não era nada. Aliás, era nada e era tudo, e era o mundo. Então, ele chegou com o caderno da vida e me mostrou as anotações.
Olhei e vi.
Depois que li, ele falou e disse assim: está tudo perdoado. E eu, com um sorriso no rosto e a expressão de gratidão no canto dos olhos, respondi que "hello, I must be going, então".
E assim fui.
Fui para onde há árvores verde escuro, onde meu cabelo está solto na brisa do ar e batem nas minhas costas, onde ando pelo caminho da vida, onde meus ombros estai leves. De vez em quando, eu nem mais sinto vontade de escrever, porque é assim quanto está tudo perdoado. A gente perdoa até a gente.
E, indo, I must be going. Posso respirar tranquila. Olhar e ver o que a gente vê. Sentir-me como sou mesma, e dar toda permissão.
Hello, I must be going, porque sempre fazemos o melhor que podemos. E, claro, com esta menina aqui que sou eu não seria diferente, pois sempre estou fazendo alguma coisa até quando não estou fazendo nada, e sempre tenho que fazer o melhor que consigo fazer. E sei fazer tão bem! E, então, fiz! E o que fazemos está feito, basta aceitar ou não. Ouvir o som do coração. Dizer que sim ou virar as costas e seguir os passos. E está tudo perdoado - eu perdoo a mim e a você.
Hello, I must be going - mas, lembre-se: eu fiz o melhor que pude, e, o que eu faço, faço tão bem!
Era uma vez um homem grande, que era também um grande homem, mas não era nada. Aliás, era nada e era tudo, e era o mundo. Então, ele chegou com o caderno da vida e me mostrou as anotações.
Olhei e vi.
Depois que li, ele falou e disse assim: está tudo perdoado. E eu, com um sorriso no rosto e a expressão de gratidão no canto dos olhos, respondi que "hello, I must be going, então".
E assim fui.
Fui para onde há árvores verde escuro, onde meu cabelo está solto na brisa do ar e batem nas minhas costas, onde ando pelo caminho da vida, onde meus ombros estai leves. De vez em quando, eu nem mais sinto vontade de escrever, porque é assim quanto está tudo perdoado. A gente perdoa até a gente.
E, indo, I must be going. Posso respirar tranquila. Olhar e ver o que a gente vê. Sentir-me como sou mesma, e dar toda permissão.
Hello, I must be going, porque sempre fazemos o melhor que podemos. E, claro, com esta menina aqui que sou eu não seria diferente, pois sempre estou fazendo alguma coisa até quando não estou fazendo nada, e sempre tenho que fazer o melhor que consigo fazer. E sei fazer tão bem! E, então, fiz! E o que fazemos está feito, basta aceitar ou não. Ouvir o som do coração. Dizer que sim ou virar as costas e seguir os passos. E está tudo perdoado - eu perdoo a mim e a você.
Hello, I must be going - mas, lembre-se: eu fiz o melhor que pude, e, o que eu faço, faço tão bem!
2 de mai. de 2016
Sem o medo há o mundo
Sem o medo há o mundo e tudo o que a gente quer ser.
Dá até pra saber quando não se sabe nada.
O medo que habita em nós devora a alma e faz tudo parecer de outra cor, e não da cor do que é mesmo. Parece frio no verão, assim do nada, quando estávamos desprevenidos. Uma pressão que nasce de dentro pra fora e irradia como raios de sol amarelo. Lembre-se que o verão seca tudo.
É como atravessar uma rua com o carro já em cima, cair quando criança e machucar o joelho. É aquela comida que desceu engasgada e virou azia. É um lote abandonado que ocupa um grande espaço de uma rua florida.
Sem o medo há o mundo e o que somos mesmo. Parece até poesia.
O frio na espinha, os olhos encharcados mas tão secos, olhar da janela por uma fresta, acordar de manhã e nunca ser sábado, não terminar os livros, andar segurando os braços, escrever sem saber como dizer o que deve ser dito, fixar os olhos em um local no infinito em que nunca se chega e que demora a passar: isso tudo é o medo.
O medo deita por cima da gente, deixa mudo o que dizia, abre os olhos do que não vê, estica uma espinha que era curva. Um dia entende-se um pouco do mundo e no outro sabe-se nada. Perde-se quem a gente foi. Habita uma caixa que fica no cantinho. Vira tudo de ponta a cabeça.
Mas, diz-se, que sem o medo há o mundo e os que habitam nele. Porque muitos só moram. Mas há os outros que habitam porque vivem. Há o céu e há o mundo.
Um mundo inteiro, sem o medo que há no mundo.
Dá até pra saber quando não se sabe nada.
O medo que habita em nós devora a alma e faz tudo parecer de outra cor, e não da cor do que é mesmo. Parece frio no verão, assim do nada, quando estávamos desprevenidos. Uma pressão que nasce de dentro pra fora e irradia como raios de sol amarelo. Lembre-se que o verão seca tudo.
É como atravessar uma rua com o carro já em cima, cair quando criança e machucar o joelho. É aquela comida que desceu engasgada e virou azia. É um lote abandonado que ocupa um grande espaço de uma rua florida.
Sem o medo há o mundo e o que somos mesmo. Parece até poesia.
O frio na espinha, os olhos encharcados mas tão secos, olhar da janela por uma fresta, acordar de manhã e nunca ser sábado, não terminar os livros, andar segurando os braços, escrever sem saber como dizer o que deve ser dito, fixar os olhos em um local no infinito em que nunca se chega e que demora a passar: isso tudo é o medo.
O medo deita por cima da gente, deixa mudo o que dizia, abre os olhos do que não vê, estica uma espinha que era curva. Um dia entende-se um pouco do mundo e no outro sabe-se nada. Perde-se quem a gente foi. Habita uma caixa que fica no cantinho. Vira tudo de ponta a cabeça.
Mas, diz-se, que sem o medo há o mundo e os que habitam nele. Porque muitos só moram. Mas há os outros que habitam porque vivem. Há o céu e há o mundo.
Um mundo inteiro, sem o medo que há no mundo.
12 de abr. de 2016
É de manhã
É de manhã e parece sábado de dia.
Enquanto dirijo pelas ruas, noto como todas as folhas de uma árvore estão em seus devidos lugares. Pingo um ponto na letra "i", sigo em frente, noto tons de verde e penso que poderia ser outono.
É de manhã e estou contigo. É de manhã e desfaço os nós do meu cabelo que nunca existiram. Fecho as cortinas, ou então as abro - tanto faz. Tiro o cisco dos meus olhos, pisco então como se estivesse tomada por uma paixonite aguda e, no fim da rua, vejo que os tons do fim do dia são rosa e laranjado. Parece tão quente e está só acabando o verão.
Quando é de manhã eu faço meu caminho pela praça. Eu avisto o acenar de uma mão. Eu dou significados para os meus entendimentos. Eu fecho a porta e subo a escada correndo, porque nem quero olhar para trás. Eu vejo a cidade de noite e de longe. Eu crio um caderno de recortes que um dia contarão uma história vivida.
É de manhã e por isso estou com fome. Tudo está em seu devido lugar. As coisas são elas mesmas e as cores são do jeito que os nossos olhos as verem. Está tudo tão intuitivo e sei que é isso porque é de manhã. E eu, desse jeito meu, vou sendo eu mesma até o fundo do meu coração porque é de manhã e o relógio parece passar vagarosamente. Eu vi aquela janela sendo fechada, eu desenhei então o parapeito de um prédio, eu corri e abri a porta novamente.
E assim, no instante em que é de manhã, o mundo todo se alinha ao seu contorno e tudo gira ao seu redor. O começo é o mesmo do fim e o pálido é apenas ausência da cor. O que os olhos viram é porque foi vivido e o que os braços não conseguem segurar mora no coração.
É de manhã e estou vivo. Sigamos contentes.
Enquanto dirijo pelas ruas, noto como todas as folhas de uma árvore estão em seus devidos lugares. Pingo um ponto na letra "i", sigo em frente, noto tons de verde e penso que poderia ser outono.
É de manhã e estou contigo. É de manhã e desfaço os nós do meu cabelo que nunca existiram. Fecho as cortinas, ou então as abro - tanto faz. Tiro o cisco dos meus olhos, pisco então como se estivesse tomada por uma paixonite aguda e, no fim da rua, vejo que os tons do fim do dia são rosa e laranjado. Parece tão quente e está só acabando o verão.
Quando é de manhã eu faço meu caminho pela praça. Eu avisto o acenar de uma mão. Eu dou significados para os meus entendimentos. Eu fecho a porta e subo a escada correndo, porque nem quero olhar para trás. Eu vejo a cidade de noite e de longe. Eu crio um caderno de recortes que um dia contarão uma história vivida.
É de manhã e por isso estou com fome. Tudo está em seu devido lugar. As coisas são elas mesmas e as cores são do jeito que os nossos olhos as verem. Está tudo tão intuitivo e sei que é isso porque é de manhã. E eu, desse jeito meu, vou sendo eu mesma até o fundo do meu coração porque é de manhã e o relógio parece passar vagarosamente. Eu vi aquela janela sendo fechada, eu desenhei então o parapeito de um prédio, eu corri e abri a porta novamente.
E assim, no instante em que é de manhã, o mundo todo se alinha ao seu contorno e tudo gira ao seu redor. O começo é o mesmo do fim e o pálido é apenas ausência da cor. O que os olhos viram é porque foi vivido e o que os braços não conseguem segurar mora no coração.
É de manhã e estou vivo. Sigamos contentes.
3 de abr. de 2016
Só por hoje e para sempre
Só por hoje e para sempre o meu céu será sempre azul. E o vento que vem do sul acertará sempre o meu rosto como uma brisa que me abraça. E me lembrará dos lugares vividos e de toda vida que ainda há. E eu anotarei memórias, ideias e lembranças como um combustível anterior.
Só por hoje e para sempre eu serei eu mesma. E estarei sempre olhando para as coisas com meus próprios olhos, que são cheio do meu eu interior, por onde me revelo ao mundo. Eu me entrego sem querer, e só me dou para quem me recebe. E o sorriso que levo no canto da boca orienta meus pés e me dá as mãos.
Só por hoje e para sempre honrarei meus desejos, irei manter-me fiel ao meu sinal de dia-tarde-e-noite. E as chamas acesas. E meu lápis de cor que me decoram a alma. A janela alta e antiga de onde vejo o mundo. O entardecer que vem apenas quando tenho sono.
Só por hoje e para sempre manterei o carinho, pois sou toda feita de amor. Para quem me foi especial pelo caminho, eu sou apenas ternura, e assim sempre será. As lembranças gostosas são como um jardim e para sempre ficarão por lá, seja onde for. E terei sempre meus braços estendidos, o sorriso mais sincero, o brilho mais brilhante nos olhos quando olho para a direção de você - ainda que eu não saiba onde ou aonde - e o que eu mais puder oferecer de bom em cada pedacinho de mundo. Porque assim o sou.
Só por hoje e para sempre serei grata pelo fim de tarde frio, pela arquitetura do bairro, por poder enroscar um pé no outro, imaginar um banquete de hambúrgueres, uma sobremesa que não afetará o meu colesterol, um passeio de carro pela cidade vazia e tudo como deveria ser mesmo. Ah!
Só por hoje e para sempre tudo estará em seu lugar, e as pessoas que um dia existiram e significaram sempre serão e o por do sol terá a cor do meu cabelo. Só por hoje e para sempre.
Só por hoje e para sempre eu serei eu mesma. E estarei sempre olhando para as coisas com meus próprios olhos, que são cheio do meu eu interior, por onde me revelo ao mundo. Eu me entrego sem querer, e só me dou para quem me recebe. E o sorriso que levo no canto da boca orienta meus pés e me dá as mãos.
Só por hoje e para sempre honrarei meus desejos, irei manter-me fiel ao meu sinal de dia-tarde-e-noite. E as chamas acesas. E meu lápis de cor que me decoram a alma. A janela alta e antiga de onde vejo o mundo. O entardecer que vem apenas quando tenho sono.
Só por hoje e para sempre manterei o carinho, pois sou toda feita de amor. Para quem me foi especial pelo caminho, eu sou apenas ternura, e assim sempre será. As lembranças gostosas são como um jardim e para sempre ficarão por lá, seja onde for. E terei sempre meus braços estendidos, o sorriso mais sincero, o brilho mais brilhante nos olhos quando olho para a direção de você - ainda que eu não saiba onde ou aonde - e o que eu mais puder oferecer de bom em cada pedacinho de mundo. Porque assim o sou.
Só por hoje e para sempre serei grata pelo fim de tarde frio, pela arquitetura do bairro, por poder enroscar um pé no outro, imaginar um banquete de hambúrgueres, uma sobremesa que não afetará o meu colesterol, um passeio de carro pela cidade vazia e tudo como deveria ser mesmo. Ah!
Só por hoje e para sempre tudo estará em seu lugar, e as pessoas que um dia existiram e significaram sempre serão e o por do sol terá a cor do meu cabelo. Só por hoje e para sempre.
30 de mar. de 2016
O som do coração
Me diz: se o coração falasse, o que ele iria dizer?
Se meu coração falasse, ele teria cheiro de quando sai do banho. Que é cheiro nenhum, mas cheiro da gente. Teria o tamanho de um prédio grandioso em desenho na folha, mas pequeno em altura porque tenho medo. Mudaria de cor, porque tudo depende de como estará o tempo quando as estações do ano, tão raras, se aproximassem. E eu o levaria apertado nas mãos.
O som do coração já foi tão estridente, o som do coração parece um sussurro perto de um mar. Assim, tão longe. Este ruído baixinho é tao presente que toma conta de um pensamento. Dá até para sentir. Me diz uma outra coisa: a gente sente é com o coração?
Se o som do coração falasse, ele sairia da minha boca em forma de letras. E elas seriam escritas caprichosamente no valor do tempo. Todo o detalhe de uma imensidão seria colocado em cada extremidade e, no fim, ninguém entenderia nada porque precisa-se apenas de ver. Ver. Ver é sentir com os olhos, não é?
Se o som do meu coração gritasse, o eco seria longe, para cima, para o norte, mais ao sul. Ficaria mudo. Ele nunca poderia escolher entre leste ou oeste, porque está sempre na metade. Olha, lá vem o soco no estômago. Machuca, então segura firme porque o dia já vem.
Se o som do coração dissesse qualquer coisa eu o proibiria de dizer porque ele entregaria quem sou eu. Por isso, estamos sempre atentos. Olha só os meus olhos - já viu?
Eu acho que o coração da gente quer sempre falar o que quer que a gente seja. E este frase tem duplo sentido. O mundo nunca teve um significado só. E eu vivo em uma língua estrangeira. E sou eu mesma neste momento, mas eu corri há pouco de mim mesma. Isso soa tão repetitivo mas são apenas as palavras, já que estou em falta delas.
Olho nos olhos, mas vejo o meu coração.
Se meu coração falasse, ele teria cheiro de quando sai do banho. Que é cheiro nenhum, mas cheiro da gente. Teria o tamanho de um prédio grandioso em desenho na folha, mas pequeno em altura porque tenho medo. Mudaria de cor, porque tudo depende de como estará o tempo quando as estações do ano, tão raras, se aproximassem. E eu o levaria apertado nas mãos.
O som do coração já foi tão estridente, o som do coração parece um sussurro perto de um mar. Assim, tão longe. Este ruído baixinho é tao presente que toma conta de um pensamento. Dá até para sentir. Me diz uma outra coisa: a gente sente é com o coração?
Se o som do coração falasse, ele sairia da minha boca em forma de letras. E elas seriam escritas caprichosamente no valor do tempo. Todo o detalhe de uma imensidão seria colocado em cada extremidade e, no fim, ninguém entenderia nada porque precisa-se apenas de ver. Ver. Ver é sentir com os olhos, não é?
Se o som do meu coração gritasse, o eco seria longe, para cima, para o norte, mais ao sul. Ficaria mudo. Ele nunca poderia escolher entre leste ou oeste, porque está sempre na metade. Olha, lá vem o soco no estômago. Machuca, então segura firme porque o dia já vem.
Se o som do coração dissesse qualquer coisa eu o proibiria de dizer porque ele entregaria quem sou eu. Por isso, estamos sempre atentos. Olha só os meus olhos - já viu?
Eu acho que o coração da gente quer sempre falar o que quer que a gente seja. E este frase tem duplo sentido. O mundo nunca teve um significado só. E eu vivo em uma língua estrangeira. E sou eu mesma neste momento, mas eu corri há pouco de mim mesma. Isso soa tão repetitivo mas são apenas as palavras, já que estou em falta delas.
Olho nos olhos, mas vejo o meu coração.
28 de mar. de 2016
O sol também se levanta
O sol também se levanta - quando eu abro a janela.
E, isso, porque é assim. E porque é ela, esta menina, que sou eu. E, aquilo, porque me sou. E, quando sinto, já me fui. E, se estou sentido, olho para o lado rapidamente. Quero desviar minha atenção. Quero só ser sem ser. Quero desenhar em uma folha de papel tudo borrado.
E então o sol se levanta!, e venho caminhando pela rua. E troco o abraço, deixo que vejam meus olhos, não me escondo apenas para mim, sendo-me todinha, e ainda abro o meu sorriso. Pois o sol também se levanta quando o céu está azul escuro e parece que vai chover - ah, sim, isto é quando o sol mais se levanta, posso contar nos dedos!
Uma vez eu escrevi em um caderno e o guardei bem guardado que até o perdi. Mas tudo o que foi escrito é.
O sol também se levanta quando ando com meus pés tão leves. Quando observo minhas pequenas mãos. Quando me permito falar sem dizer nada. Quando só respiro sem sentir o cheiro.
E todas as portas se batem, mas é tudo tão raso que destoa e parece que vai apagar mas fica marcado. Deixa-se ir. Volta a ser quem se é. Perde-se um dia inteiro em um livro. Agradece aos pés. Cria uma coragem absurdamente brava e repica o cabelo de modo que ele fica sob os ombros. E dá de ombros, e então deixa para lá.
Sabe, outra vez eu peguei um espelho e vi tudo o que é. Não era o que estava, não era o que seria e não era o que foi. Era apenas o que se é. Eu senti um sentimento tão profundo e grande que ele parecia pesado, como um oceano muito azul escuro, e então eu notei que quando o sol se levanta o mundo é todo azul e que eu escrevo muito esta palavra porque ela é o que sou. E, assim, perdida nas palavras e folhas e letras e palavras de novo vou me sendo e sou-me e sou eu.
Afinal, o sol também se levanta!
E, isso, porque é assim. E porque é ela, esta menina, que sou eu. E, aquilo, porque me sou. E, quando sinto, já me fui. E, se estou sentido, olho para o lado rapidamente. Quero desviar minha atenção. Quero só ser sem ser. Quero desenhar em uma folha de papel tudo borrado.
E então o sol se levanta!, e venho caminhando pela rua. E troco o abraço, deixo que vejam meus olhos, não me escondo apenas para mim, sendo-me todinha, e ainda abro o meu sorriso. Pois o sol também se levanta quando o céu está azul escuro e parece que vai chover - ah, sim, isto é quando o sol mais se levanta, posso contar nos dedos!
Uma vez eu escrevi em um caderno e o guardei bem guardado que até o perdi. Mas tudo o que foi escrito é.
O sol também se levanta quando ando com meus pés tão leves. Quando observo minhas pequenas mãos. Quando me permito falar sem dizer nada. Quando só respiro sem sentir o cheiro.
E todas as portas se batem, mas é tudo tão raso que destoa e parece que vai apagar mas fica marcado. Deixa-se ir. Volta a ser quem se é. Perde-se um dia inteiro em um livro. Agradece aos pés. Cria uma coragem absurdamente brava e repica o cabelo de modo que ele fica sob os ombros. E dá de ombros, e então deixa para lá.
Sabe, outra vez eu peguei um espelho e vi tudo o que é. Não era o que estava, não era o que seria e não era o que foi. Era apenas o que se é. Eu senti um sentimento tão profundo e grande que ele parecia pesado, como um oceano muito azul escuro, e então eu notei que quando o sol se levanta o mundo é todo azul e que eu escrevo muito esta palavra porque ela é o que sou. E, assim, perdida nas palavras e folhas e letras e palavras de novo vou me sendo e sou-me e sou eu.
Afinal, o sol também se levanta!
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